MEU PRIMEIRO AMOR TEMPORADAS

VIVER SEM TI

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Amor e Obsessão - Capítulo 3




No Capítulo Anterior...


A Madrugada estava chegando, meu pai já dormia feito uma pedra, o sono já estava me dominando, mas a vontade de me ver livre vencia qualquer coisa que viesse pela frente. Minha estava na cama, acho que fingindo, mas não duvido que ela tenha pegado no sono, coitada. Ouvi um barulho de alguém no jardim, era o Peter que tinha chegado. Abri a janela do quarto, ele subiu e entrou. Nos beijamos.

- Então? Vamos? – Peter estava cansado, mas ativo.

- Sim, só espera um pouco! – Disse aquilo e sai do quarto devagarzinho.

  Estava arriscando meu único momento de fuga, mas não podia ir sem dar um beijo na minha mãe. Ainda bem que a encontrei saindo do quarto dela.

- Eu já to indo! – Falei aquilo já triste. Corri e abracei minha mãe.

- Eu te amo Lali! – Minha mãe falou aquilo e beijou meu rosto.

- Eu também, lesada! – Sorri ao terminar de dizer aquilo.

- Sempre que puder eu vou lá na Emi te ver, e quando não der te ligo no celular.

- Lesada, ele tomou meu celular, lembra?! – Disse eu.

- E eu tomei dele. É esse aqui? – Minha mãe disse aquilo tirando o celular do bolso daquela coisa que ela veste pra dormir, nem sei como se chama. Ela é tão eficiente. Às vezes.

- Eu te amo minha lesada! – Falei eu já com ar de felicidade.

- Precisamos ir, Lali! – Peter apareceu de dentro do meu quarto.

- Tá! Já vou... – Beijei minha mãe no rosto e fui até o Peter.

- Cuida da minha filhota! – Disse minha mãe ao meu amado.

- Pode deixar sogrinha... – Disse o Peter.

  Meu pai acende a luz do abajur, deu pra ver porque minha mãe deixou a porta do quarto aberta, e o quarto dele é perto do meu, quase em frente.

- Gimena! – Gritou meu pai do quarto dele.

  Todos nos olhamos de um jeito “É agora que tudo vai por água abaixo. Fudeu!”.


Hoje: Meu Pai descobre tudo.


  Puta que pariu! Agora era o meu fim, ou melhor, meu, da minha mãe e do Peter, O Bartô ia cometer uma barbaridade! Com certeza ia usar aquela arma dele e matar nós três de uma vez só.

- Gimena! – Gritava meu pai chamando a minha mãe pela segunda vez!

- Já vou! Já to indo! – Respondia minha mãe com medo.

- Tchau, amo vocês, se cuidem... – Disse minha mãe falando baixo.

- Vamos! – Disse o Peter.

  Saímos de casa pelo quarto, até porque se saíssemos pela porta era certeza do meu pai vir até onde estávamos e descobrir aquilo, a porta da minha "ex-casa" fazia um rangido horrível, parecia estar sem óleo.

 - Me ajuda a descer, Peter! – Disse eu falando baixo.

- Vem! – Peter disse aquilo segurando a minha mão e me ajudando a descer!

- Vamos, vamos... – Estava tão apressada que nem agradeci a ele.

- Espera... – Disse o Peter.

- Oi?! – Respondi.

- Não vai nem me dar um beijo? – Perguntou o Peter ainda segurando a minha mão.

  O Peter me pediu aquilo tão carente de si que esqueci a pressa e o beijei.

- Agora vamos! – Disse eu após o beijo que não durou nem 5 segundos.

  Assim que chegamos à casa do Peter a Emilia já devia estar dormindo. Entramos, o Peter guardou a minha mochila e sentamos no sofá.

- Será que a sua mãe vai dar conta de enganar o seu pai? – Perguntou o Peter.

- Claro! Eu acho. Ela é lesada, mas sabe se virar... – Respondi.

- Meninos! Hora de ir pra cama! Quer dizer, já deviam estar na cama. – Disse a Emilia que chegou de repente.

- Emi! Desculpa, te acordamos... – Respondi a ela.

- Não se preocupe. Não consegui pregar o olho pensando nessa fuga. – Disse a Emilia cansada.

- Vai dormir mãe! Você está cansada. Não se preocupe com a gente. – Disse o Peter.

  O Peter é o tipo de garoto que cuida da mãe, eles se amavam assim como eu e a minha lesada.

- E deixar vocês aqui, sozinhos?! Jamais! – Respondeu a Emilia sabendo que o Peter é safado.

- É, Peter, é melhor a gente ir dormir mesmo. Eu já estava quase dormindo quando você chegou e agora depois de pular aquela janela, to morta! – Disse aquilo pra ir me apegando mais a minha sogra.

- Onde você vai dormir Lali? – Perguntou o Peter.

- No meu quarto, comigo! Até limparmos aquele quarto lá ela dorme comigo. – Respondeu a Emilia cortando o barato do Peter.

- Isso! Com a sua mãe. Onde mais? – Respondi eu.

- Agora vamos dormir porque já tá tarde. – Disse a Emilia.

  O Quarto da Emilia era muito espaçoso, aquela era a primeira de muitas noites que eu dormiria fora de casa. Era algo tão “diferente”, já estava acostumada naquele meu quarto. Mas eu não ia desistir.

  Já era por volta das 08h00 da manhã, eu tinha acabado de acordar. Até que foi bom dormir fora de casa, o que me preocupava era como minha mãe ia reagir ao surto do meu pai.

 - Vamos tomar café, princesa? – Perguntou a Emilia aparecendo na posta do quarto.

- Ah, deixa só eu tomar banho e vou. – Respondi meio angustiada.

- Está triste ou é impressão minha? – Perguntou a Emilia meio que preocupada comigo.

- Com medo. Tudo isso tá sendo um desafio pra mim, e minha preocupação com a minha mãe é enorme, não sei como ela vai reagir quando o Bartô surtar ao ver que eu não estou em casa.

- Calma! Vai dar tudo certo. – Disse a Emilia me abraçando.

- Sabe, acho que isso tudo foi uma loucura. Não em fugir, é mais em ter vindo pra cá, será o primeiro lugar que o Bartô vai me procurar, e não quero que aconteça com vocês o que já acontece comigo, não quero que sofram nas mãos dele. – Eu disse aquilo pondo as mãos na cabeça e desabando no choro.

 - Calma! Calma! – Disse a Emilia me abraçando.

  Eu estava desesperada, uma vontade imensa de correr chorando, eu estava enlouquecendo de medo e preocupação, tinha medo que o Bartô viesse até aqui – que tenho quase certeza que ele virá – e que cometa uma loucura com a Emilia que está fazendo um papel de mãe e com o Peter. A Emilia continuava abraçada comigo me pedindo pra ficar calma.

- Peter, vem cá! – Emilia chamou o Peter que veio correndo.

- Que houve? – Perguntou o Peter que tinha acabado de chegar. – Lali! – Peter me abraçou também.

- Fica com ela. Ela tá muito nervosa, vou pegar um pouco d’água. – Emilia disse aquilo e saiu.

- Ei! Tudo vai ficar bem, você vai ser feliz, vamos ser felizes, vamos fugir e assim que der voltaremos pra buscar a minha mãe e a sua. Elas irão viver com a gente. Seu pai ser preso ou internado. – Disse o Peter me dando força.

- Eu não quero que nada aconteça com vocês... Estão sendo como minha família. – Respondi eu chorando e olhando nos olhos dele.

- Saiba que ficarei sempre ao seu lado, pro que der e vier... – Peter disse aquilo e me beijou a testa. Ele continuava abraçado a mim que já parava de chorar.

  Peter me dava forças pra lutar, para resistir, para que eu pudesse levantar depois de tantas quedas que eu já tinha caído. Ele era um amor, o amor da minha vida...

- Tudo vai ficar bem, acredite nisso e em mim! – Repetia o Peter.

- Eu acredito, eu acredito! – Respondia eu.

  Me levantei e fui pro banheiro tomar banho e aliviar a tensão. O Peter me esperava no quarto ainda sentado na cama.

- Está melhor? – Pergunta o Peter preocupado. Respondi com a cabeça que sim.

- Obrigada. Obrigada por tudo que está fazendo comigo! – Disse eu agradecendo.

- Sinto que devo cuidar de você! – Dizia o Peter me abraçando

- Só não consigo tirar da cabeça que o Bartô pode vir aqui e... – Disse eu sendo interrompida pelo Peter.

- Já disse para não pensar nisso! Sabe, eu te amo! – Disse o Peter me dando um beijo.

- Peter, eu também te... – Fui interrompida mais uma vez, agora era a Emilia gritando.

- O que você quer aqui? – Dizia ela.

  Logo saquei que era meu pai que estava lá fora.

- Sei que você está aqui Lali! Não adianta se esconder! – Dizia meu pai se aproximando do quarto.

  Peter tapava minha boca para que nem eu nem ele disséssemos uma só palavra.

- O que você tá dizendo seu louco? Você não pode ir invadindo a minha casa assim... – Dizia a Emilia.

- Eu sei que ela está aqui, e só saio daqui com a Lali! – Dizia meu pai muito estressado.

 - O que vai fazer? Sai! – Dizia a Emilia. – Com certeza ele estava fazendo algo de ruim.

  De repente meu pai abre a porta do quarto onde estava eu e o Peter.   Fiquei desesperada e nervosa naquele momento, só sabia que era o meu fim!


- Te achei fujona! – Dizia meu pai maléfico olhando pra mim com olhar de louco.

  Minha sensação de que ele viria até aqui me procurar estava certa. Até porque é óbvio de que a casa do Peter fosse o primeiro alvo dele.


CONTINUA...

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