MEU PRIMEIRO AMOR TEMPORADAS

VIVER SEM TI

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Amor e Obsessão - Capítulo 11

“NESSA WEB EXISTEM ATORES PROFISSIONAIS, OS NOMES OU QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É MERA COINCIDÊNCIA.”







No Capítulo Anterior...



   Peter e Simon estavam na porta do quarto gritando por mim, o Simon me chamava de Mar, o Peter me chamava de Lali, e eles ainda brigavam.

- Ela é a Lali! É a minha namorada! – Dizia o Peter.

- Ela é a Mar! E você é um traíra, um fura olho. – Dizia o Simon.

- Eu fura olho? Você é um fura olho, e um cara de pau. Como pôde roubar a namorada do seu melhor amigo? Ah vá se... – O interrompi novamente.

- Calados! Os Dois! Não entenderam quando eu pedi para parar? Chega! Não vou falar com nenhum até isso tudo estiver resolvido. E deixem de briga! Vão embora! Quero ficar sozinha... Mentira! Chamem a Euge! – Disse aquilo e fechei a porta e fui esperar a Euge.

   Passaram- se três minutos e eu tinha certeza de que eles continuavam lá parados, em pé na porta.

- Vão embora e chamem a Euge! – Gritei.

   Acho que deu certo, eles pararam de ficar feito dois bobões parados ali e foram embora. Com toda aquela situação eu estava mais que cheia, e precisava desabafar com uma amiga, nesse caso, obviamente, a Euge.

   Alguém estava entrando, só podia ser a Euge.

- Euge preciso conversar contigo, urgente! – Disse eu sem nem ver quem era, mas achando que era ela. Levantei-me – pois estava deitada de bruços – e ia sentar para dialogar com ela.

- Não sou a Euge! Sou a Gimena, ou lesada, sua mãe! E por favor, eu preciso com urgência falar com você. – Disse ela que estava com olhos inchados de chorar. Fiz que sim com a cabeça e começamos o diálogo.

   Ela me explicou tudo novamente, disse que me amava, sentia minha falta, eu era a melhor amiga dela e ela a minha. Falou do meu pai que estava internado por cometer tantas loucuras. Acabei chorando junto a ela, aquela conversa me fez muito bem, até porque eu já acreditava também que era filha dela, só não lembrava nada.

- Eu queria te mostrar uma foto, mas como isso aqui foi tão de repente... – Disse a Gimena. – Mas pera, no celular, no celular, claro! Como eu sou lesada, sorry! Toma, Vê! – Até ri quando ela se chamou de lesada. Ela me entregou o celular e eu vi a foto.

   De repente aconteceu uma coisa que até eu não soube o que era, parecia que a foto tinha criado vida e estivesse se mexendo. Veio-me algo na cabeça.

   Eu não podia acreditar, eu me lembrei daquela foto?! Espera... Não só da foto! Eu estava lembrando de tudo, de tudo mesmo, as brigas com meu pai, as lágrimas que derramei com a minha mãe, os beijos no Peter, a tentativa de fuga, quando meu pai foi até a casa da Emi, as ameaças que ele me fez, quando fui embora a força, de ver o Peter chorando e até a roupa que ele estava – um short até o joelho, sem camisa e de sandália –, a arma do meu pai, das cenas de quando estávamos no carro, de quando tomei aquela água com sonífero e dormi, da forte chuva que estava quando acordei, da briga dos meus pais no carro, na hora que o carro capotou e da minha mãe gritando meu nome, depois daquilo só desde quando acordei no meio do nada, desmaiei outra vez e acordei aqui. Ah, e que não consegui dizer, olhando nos olhos do Peter o quanto eu o amava, aquilo era o pior. Me emocionei e comecei a chorar por aquilo.

- Ei, porque tá chorando? O que houve? – Disse ela já querendo chorar outra vez.

- Eu me lembrei de tudo! De tudo! – Disse eu emocionada.

- O quê? – Disse a Gimena já com os olhos cheios de água.

- Eu me lembrei de tudo o que aconteceu, da minha infância até agora. E pra quem perdeu a memória, saber quem é de verdade, é uma maravilha, um milagre! Eu te amo mãe! Minha lesada! – Chorei mais ainda e ela caiu também no choro, nos abraçamos, ela me beijou na testa e eu a beijei na bochecha. Aquilo foi um milagre! Eu tinha acabado de recuperar toda minha memória.

- Precisamos contar para todos! – Disse ela.

- Claro! Vamos! 




Hoje: Escolha (Parte 1)



    Saímos correndo para a Sala, eu e minha mãe, eu queria dizer a todos que tinha recuperado a memória, sabia quem era eu de verdade. Só tinha um problema! Eu lembrei da minha verdadeira família, mas e a nova que eu encontrei, me ajudou e acima de tudo me considerou como membro sem nem saber quem eu era. E o Nico? Como vou abandonar o pai que me fez falta durante minha vida inteira, quando não lembrava de nada e agora quando lembro, já que meu verdadeiro é um monstro?! A mãe do Nico que não sabia se a considerava avó ou mãe - mesmo não sabendo seu nome-. E o pior, o Simon! Meu atual namorado. Ai meu Deus!

- Calma! Calma, mãe! – Disse.

- Own. Senti saudades de você me chamar de mãe. – Disse Ela.

- O que eu vou dizer a eles?

- Que você sabe quem é de verdade, e vai desenrolando.

- Isso eu sei, lesada. Eles foram minha família quando eu não sabia quem era. E vou abandoná- los de uma hora pra outra?

- Então quer dizer que você quer continuar aqui? – Perguntou ela meio triste.

- Não fica assim. Vamos! Vamos! A gente desenrola como diz você... – Respondi e em seguida a puxei pelo braço e a levei pra sala.

   Assim que chegamos lá, estavam o Nico, a mãe dele, o Peter, A Emi, A Euge, o Nico (que nunca cheguei a conhecer), e o Simon.

- Gente, a Lali, vai dizer algo extraordinário que vai deixar vocês de queixo caído. Surprise! – Disse a minha mãe que já queria surpreender a todos. E deu certo, eles já estavam atentos e meio surpresos.

- Eu... Eu... Me lembrei quem sou de verdade. Sou Lali! Filha da Gime e do Bartô. Do monstro do Bartô. – Falei Curto e grosso.

   Eu sabia que aquilo que eu iria falar ia causar impacto, bom e ruim. Assim que disse quem era de verdade, o Peter levantou-se do sofá sorrindo. O Simon abaixou a cabeça, o que doeu em mim.

- Eu sabia! Eu sabia que você ia se lembrar... – Disse o Peter sorrindo e me dando um abraço que não pude corresponder.

- Creio que não vamos mais nos preocupar em encontrar sua família. Parabéns, Mar, quer dizer, Lali! De todo coração! Fico feliz por você. E triste também, mas se o destino quis assim, e que um dia seria né?! Nos resta aceitar. – Disse o Nico. – Saiba que te amo! Ou melhor, te amamos. – Ele me abraçou fortemente, esse sim eu retribuí.

- Eu queria conversar em particular com vocês. Você Nico, a Euge, vovó... Você Simon. – Disse com vontade de chorar. – Podemos subir?

- Claro! Vamos. Vocês fiquem a vontade. Sintam- se em casa. – Disse o Nico.

   Chegando ao quarto (Do Nico), sentamos, eles na cama e eu numa cadeira de frente a eles.

- Eu... Não sei nem o que dizer, sério! Foi algo tão de repente... Hoje ás sete tudo estava tão bem, agora, tudo complicou. Não ponho culpa neles, claro que não, até porque era eu queria saber quem eu era, minha verdadeira família, minha mãe, pai, e agora que os reencontrei, lembrei de tudo, e gostei muito disso. Agora sei quem eu sou, Lali! Mas, vocês também são minha família, minha segunda família, e dói só em pensar, se fico ou vou com eles. Uma escolha destrói metade de uma vida. E o pior... Mais dor ainda eu sinto de você, Simon. Cara, eu amo você, to namorando você. E lembro quando dissemos ao Nico que íamos ficar juntos, nos fez jurar que não machucaríamos um ao outro. E eu jurei, e agora fiz tudo ao contrário, machuquei você, Simon, e também machuquei o Peter sem nem saber o que fazia quando fiz isso. Não sabe como agora eu tenho vontade que me degole como você disse, Nico. – Disse isso e já chorando.

- Não fica assim, Mar! Lali... Não sei. Você não fez nada de errado. Eu que fiz. Me apaixonei sem saber quem você era. Eu sou o errado a história. – Disse o Simon.

- Nenhum dos dois errou. Simon, você se apaixonou, o que é normal. Lali, você se entregou a paixão, mas não sabia de nada, então não foi erro de nenhum dos dois! – Exclamou o Nico.

- Amiga pensa com calma! Com Calma! – Pediu a Euge.

- Querida, mesmo com o Simon dizendo que você não fez nada de errado, você insiste em dizer que fez, ou melhor, vai fazer, pois se escolher o Peter, vai machucar o Simon, e se escolher o Simon, vai machucar quem você tanto amou. Está dividida! E sei que pensar não vai adiantar, sua mente quer uma coisa, mas o coração quer outra. Isso não se pode negar. Agora, isso vai depender do tempo. Só o tempo! E acredite, há tempo, só que ele passa rápido. – Disse a vovó. – Vai dormir! Todos vão dormir aqui. Temos lugar o suficiente. Avisa lá Nico. E Euge, eu vou contigo arrumar tudo lá. Vamos?!

- Claro! – Respondeu a Euge. As duas saíram do quarto. Fiquei sozinha com o Simon.

- Lali, Mar, não sei como quer que eu te chame... Se quiser dormir aqui com a sua mãe biológica... – Disse o Nico e em seguida saiu.

   Ele continuava de cabeça baixa e sem expressão. Um silêncio enorme tomou de conta daquele quarto.

- Eu te amo! Eu te amo! Eu Te Amo, Simon! – Disse loucamente quebrando o silêncio.

- Eu que te amo, Mar! Mar! Eu te Amo! – Respondeu ele vindo pra cima de mim e me beijando intensamente.

   Beijamos-nos numa intensidade muito alta e louca, parecia que o mundo ia acabar e não queríamos parar de fazer aquilo. Seguimos nos beijando.

   Aquela situação tinha me deixado muito confusa. Fiquei até sem sono, e enquanto todos dormiam, fui fazer o que vivia fazendo lá todas as noites que não conseguia dormir... Ir ao mirante observar as estrelas. Quer dizer, a noite de ontem – passava de meia noite- foi pesada, e parece que o clima estava pesado. Nuvens carregadas, nenhuma estrela, vento forte arrastando as folhas secas, estava vindo chuva. Eu me sentia pesada. Minha cabeça pesava. Respirei fundo e comecei a chorar. Não aguentava mais.

- Primeiro o sufoco com o meu pai e agora essa dúvida que me mata. Me ajuda Deus. Preciso de Ti! – Disse isso baixinho e chorando.

- Acordada há essa hora? – Perguntou o Peter que tinha chegado de repente. Parecia que toda vez que eu ia até lá, chegava alguém de repente.

- Sem sono. Isso tudo foi tão... Pesado! – Disse eu enxugando as lágrimas com as mãos.

- Está chorando?

- Não, não, nada a ver... Só o vento que trouxe um cisco e por incrível que pareça caiu no meu olho.

- Essa é velha... – Disse ele se aproximando.

- E daí se eu estava? – Disse aquilo agressiva. – Desculpa! Desculpa Peter, desculpa! É que eu to muito mal, estressada... Perdão...

- Relaxa! Eu tava com saudades das suas rebeldias... Mesmo sendo rebelde é chorona. E um dia foi a minha chorona. – Disse ele aceitando as desculpas e sorrindo. – Senti sua falta. Senti falta dos seus beijos... Senti falta de te olhar e dizer que te amo! E agora que te encontrei não posso dizer e nem ao menos te beijar, te tocar... Você mesma viu meu desespero quando saiu, olhando pra trás e chorando, parecia o último adeus...

- E quando você recebeu a notícia, da... da... – Gaguejei.

- Da sua suposta morte? – Assenti que sim com a cabeça. – Eu pirei, surtei! Não conseguia dormir sabendo que não ia te ver mais. Quase entrei em depressão. Foi o pior momento da minha vida.  – Desceram lágrimas dos olhos deles.

- Antes de o carro capotar, foram mais ou menos, quatro horas de viajem, e nesse momento, mais que saudade eu sentia remorso por não dizer no tempo que ficamos juntos, o quanto te amava. E cheguei a acreditar que nunca mais iria dizer, porque se eu fosse sair dali, seria morta, ou quando o Bartô morresse.

- E agora? Não quer quebrar o remorso dizendo que me ama? Porque eu sim te amo. Com toda minha alma, me coração... Eu te Amo Lali! Eu te amo! – Disse ele.


- Eu... Eu te amo! Meu amor, eu te amo! – Disse aquilo voltando a chorar. Beijei o Peter naquele momento, e disse o que jamais tinha dito a ele. O quanto eu o Amava! O Beijei com toda vontade que existia em mim. Começou a chover, mas não conseguiu interromper nosso beijo.



CONTINUA...


(ENTÃO GALERA, COMO PROMETIDO, AÍ ESTÁ O CAPÍTULO 11, OBRIGADO POR ESTAREM AJUDANDO COM A WEB. COMENTEM MUITO POR FAVOR. 
META: 7 COMENTÁRIOS (NO MÍNIMO) PARA O CAPÍTULO 12)


7 comentários:

  1. ESTÁ PERFEITO... CONTINUE ESCREVENDO POQRQUE QUERO SABER O RESTO DA HISTÓRIA
    PARABÉNS!!!

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  2. Tadinha da Lali, nao sabe com qual fica: Peter ou Simon :/

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  3. Aahhh! A web esta cada vez melhor. Espero que a Lali nao fique enganando os dois. Eu sei q ela esta passando por tudo isso, mas o Peter e o Simon nao merecem sofrer. Posta mais ^.^
    By: Lary

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  4. A Lali tem q ficar com o Peter S2

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  5. A Gime e o Nico podiam ficar juntos :3, assim a Lali nao presisaria se separar dele e ganharia o pai q meresse

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  6. Vou comentar mais pq eu to doida pra ler o cap 12 >.<

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  7. So falta o Simon tbm estar sem sono e ver o Peter e a Lali se beijando

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