MEU PRIMEIRO AMOR TEMPORADAS

VIVER SEM TI

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Amor e Obsessão - Capítulo 2

“NESSA WEB EXISTEM ATORES PROFISSIONAIS, OS NOMES OU QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É MERA COINCIDÊNCIA.”

Amor e Obsessão - Capítulo 2


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- O que pensa que faz? Não bastou o tapa de ontem? – Disse meu pai irônico e logo em seguida de puxando pra perto dele pelo braço, apertando ele forte e me machucando.

- Solte- a imbecil! – Gritou meu amado em minha defesa.

- O que vai fazer, IMBECIL? Me bater? Me xingar? Você não passa de um garoto mimado querendo me dizer o que devo fazer ou não com ela. Entenda, a filha é minha e eu faço com ela o que eu quero! – Disse meu pai encarando o Peter – Só lembrando que ele ainda apertava forte meu braço.

- Você é o pai dela, mas não pode fazer tudo o que quer. Ela é um ser humano. Isso o que você faz já não é segurança de pai para com filha. – Meu pai me soltou, – Ufa! – e foi encarar o Peter, tipo homem pra homem. Só que o Peter era um garoto de 16 anos.

- Nunca mais chegue perto da Lali. Nunca! Ou vai ser pior pra você... – Aquele olhar de louco que o Bartô tinha enquanto falava aquilo pro Peter – e quando tem quando está bravo – me deixou com medo, fiquei até sem reação.

- O que fará se eu chegar perto da Lali, psicopata? Me matar? É isso? Vai me matar por amar a sua filha? Pois saiba, que eu e ela nos amamos, e muito. E iremos ficar juntos. – Ao terminar de falar aquilo, o Peter veio até mim e me tacou um beijo na boca. Óbvio! Deixando meu pai com mais raiva ainda.

- Você quem sabe, Peter! – Quando eu digo que aquele homem é louco, é porque ele é louco mesmo. Aquele satanás derrubou o Peter e lhe apontou uma arma que ela tirou do peletó – ele usa umas roupas compostas, horríveis.

 Claro! Aquela arma ele comprou quando disse a minha mãe que ia sair, até porque nunca o vi mexendo com armas ou coisas do tipo, nem quando mexia nas coisas dele, escondida. O Bartô continuava apontando a arma pro Peter que não demonstrava medo.

- Bartô, Não! – Gritei eu super apavorada, com medo que ele fizesse alguma e porque como disse, nunca o vi com armas.


- Acho que a sugestão “matar” vai cair melhor pra você, não acha? – Disse o Bartô ainda apontando aquela arma pro Peter.


Hoje: Não aguento Mais!


  Minha vida se tornava um inferno dia após dia com aquele homem, o Bartô fazia questão de me fazer sofrer. Já cheguei a pensar em me matar por estar passando por aquilo tudo dia após dia. Só tenho uma coisa a dizer a isso que meu pai faz: “Não Aguento mais!”.

- Socorro! – Gritei eu chorando, com medo e o desespero a flor da pele.
  
  Meu pai disparou só que para o alto, a mãe do Peter, Emilia – Ele não tem pai, o perdeu muito cedo – chegou correndo desesperada até onde estávamos.

- Solte o meu filho, marginal! – Gritou a Emilia.
  
  Pelo visto aquele bairro inteiro não gosta do Bartô.

- Eu vou te denunciar por tentar matar o meu filho e por prender a própria filha dentro de casa. Você vai apodrecer na cadeia Bartolomé! – Minha sogrinha estava disposta a fazer o que ninguém teve coragem de fazer, denunciar as loucuras do Bartô.

- Você não teria coragem de fazer isso. E sabe muito bem por que! – Quê? O que será que o Bartô queria dizer com aquilo? Todos ficaram em silêncio. Exceto o Peter.

- E porque não teria coragem, mãe? – O Peter ficou mais em dúvida do que eu.

- Nada! Esse homem não só faz, ele também diz loucuras... – Respondeu Emilia

- Vamos embora, Lali! – Disse o Bartô.

  Meu pai é frio e nada abala ele, nem um ataque terrorista, muito menos uma discussão. É do tipo que age como se nada tivesse acontecido.

- Vamos embora, Lali! – Repetiu ele.

- Eu não vou! – Disse aquilo para provocar. Ele me olhou com raiva e voltou a machucar meu braço, dessa vez foi me levando pra casa à força.

  Os murros que eu dava nele para ver se ele me soltava pareciam não doer.

- Me solta! Peter me ajuda meu amor! – Falava eu dando murros no braço do meu pai.

- Lali! – Gritou o Peter de longe. Mas mesmo assim meu pai me levou para casa.

- Me Solta estúpido! – Falava eu chorando.

- Você acha que vai me desobedecer? Que vai levantar voou? Você só tem 15 anos de idade, e até os 18 eu quem mando em você! – Disse meu pai me pondo medo a cada palavra.

- Bartô! Solte a nossa filha! – Falou minha mãe assustada com aquilo.

- Ela estava beijando o Peter. E ainda aquele moleque teve o cinismo de fazer de novo.

- E o que tem nisso? Eles se amam, são jovens, e você não pode empatar isso que eles fazem. A Lali e o Peter vão namorar e se depender de mim eles se casam! – Minha mãe falava determinada.

  Meu pai me joga no sofá e vai discutir com minha mãe.

- Nunca! Você entendeu? Nunca! E ai de você, Gimena, se ajudar essa vagabunda e aquele pentelho a namorarem ou até mesmo a se encontrarem! E você, Lali, ai de você também se voltar a se encontrar com ele, é da vez que nunca mais se verão na vida! E só pra garantir... – Meu pai toma meu celular e sai de casa.

  Agora sinto que minha vida virou um inferno, como vou continuar vivendo? Sem comunicação, sair de casa apenas para a escola e ainda por cima sendo ameaçada de nunca mais ver o amor da minha vida. Confesso que além de rebelde sou muito chorona.

- Não chora meu amor, isso vai acabar, ah vai! – Disse minha mãe me abraçando e chorando comigo.

- Ele tem uma arma! Aquela hora que ele saiu foi para comprar uma arma! Ele quase atirava no Peter. E os malditos vizinhos nem ajudam, não denunciam, esse monstro vai acabar fazendo uma loucura! – Disse eu pra minha mãe.

- Arma? Como arma? Ele nunca mexeu com essas coisas... – Minha mãe ainda chorava.

- É, arma! Mãe, precisamos dar um jeito nisso, eu não posso continuar assim, nem aqui. Eu preciso fugir daqui! E vai ser hoje.

- Como Lali? Você não pode sair, ele tomou seu celular... – Minha mãe não pensa.

- Mas não tomou o seu! – Disse aquilo enxugando as lágrimas.

- Claro! Mas pra quem tu vai ligar? Vai que ele tá escondido e ouve tudo? – Disse minha mãe lesando como sempre.

- Ei, lesada! Existe SMS e WhatsApp, sabia? – Se bem que o dela não tinha whats, mas dava pra mandar SMS – Vai me dá aí!

  Minha mãe me entregou o celular dela. Enviei a mensagem e só precisávamos aguardar a madrugada para quando o Peter viria pra cá enquanto todos dormiam e a gente fugia. Ah, que se dane os que inventarem conversa de que sou puta e blá, blá, blá, o importante é o que eu penso, e fiz aquilo pra me salvar.

- Amor, é muito arriscado, e como eu vou viver aqui sem você? Porque é para sempre, né?! Porque se não for, quando você pelo menos pensar em voltar seu pai te mata, e sem pensar duas vezes. – Minha mãe falou tão bem que achei que tinham trocado ela por uma inteligente e esperta.

- Sim mãe! É para sempre. – Respondi enchendo os olhos de lágrimas.

- E para onde você vai? – Minha mãe partia a fala de tão triste que tava.

- O Peter disse que eu poderia me esconder por alguns dias na casa dele. – até porque creio que ninguém vai descobrir, já vivo escondida aqui que até acho que ninguém sabe que existo – E depois vamos para alguma cidade, sei lá, algum sítio que ninguém nos ache. – Minha mãe desabou no choro junto comigo.

  Abracei minha mãe o mais forte que pude e ela a mim. Aquelas lágrimas aumentavam a cada carícia que fazíamos.

  Amor de mãe e filha é forte, e principalmente pra mim, que apesar dela ser aquela lesada, que às vezes só abre a boca pra dizer bobagens, e pensa pouco, ela me ajudou e sempre ajuda com isso e com qualquer coisa, é minha mãe que sempre foi e é presente, e fará muita falta passar o dia longe e sem ela por MUITO tempo.

  A Madrugada estava chegando, meu pai já dormia feito uma pedra, o sono já estava me dominando, mas a vontade de me ver livre vencia qualquer coisa que viesse pela frente. Minha estava na cama, acho que fingindo, mas não duvido que ela tenha pegado no sono, coitada. Ouvi um barulho de alguém no jardim, era o Peter que tinha chegado. Abri a janela do quarto, ele subiu e entrou. Nos beijamos.

- Então? Vamos? – Peter estava cansado, mas ativo.

- Sim, só espera um pouco! – Disse aquilo e sai do quarto devagarzinho.

  Estava arriscando meu único momento de fuga, mas não podia ir sem dar um beijo na minha mãe. Ainda bem que a encontrei saindo do quarto dela.

- Eu já to indo! – Falei aquilo já triste. Corri e abracei minha mãe.

- Eu te amo Lali! – Minha mãe falou aquilo e beijou meu rosto.

- Eu também, lesada! – Sorri ao terminar de dizer aquilo.


- Sempre que puder eu vou lá na Emi te ver, e quando não der te ligo no celular.

- Lesada, ele tomou meu celular, lembra?! – Disse eu.

- E eu tomei dele. É esse aqui? – Minha mãe disse aquilo tirando o celular do bolso daquela coisa que ela veste pra dormir, nem sei como se chama. Ela é tão eficiente. Às vezes.

- Eu te amo minha lesada! – Falei eu já com ar de felicidade.

- Precisamos ir, Lali! – Peter apareceu de dentro do meu quarto.

- Tá! Já vou... – Beijei minha mãe no rosto e fui até o Peter.

- Cuida da minha filhota! – Disse minha mãe ao meu amado.

- Pode deixar sogrinha... – Disse o Peter.

  Meu pai acende a luz do abajur, deu pra ver porque minha mãe deixou a porta do quarto aberta, e o quarto dele é perto do meu, quase em frente.

- Gimena! – Gritou meu pai do quarto dele.

  Todos nos olhamos de um jeito “É agora que tudo vai por água abaixo. Fudeu!”.

 CONTINUA...

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AS EMOÇÕES DO PRÓXIMO CAPÍTULO VOCÊS VÃO LER NESTA SEGUNDA (19) AQUI NO BLOG, ÁS 20H30. AGUARDEM...

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