“NESSA
WEB EXISTEM ATORES PROFISSIONAIS, OS NOMES OU QUALQUER SEMELHANÇA COM A
REALIDADE É MERA COINCIDÊNCIA.”
Amor e Obsessão - Capítulo 2
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- O que
pensa que faz? Não bastou o tapa de ontem? – Disse meu pai irônico e logo em
seguida de puxando pra perto dele pelo braço, apertando ele forte e me
machucando.
- Solte- a
imbecil! – Gritou meu amado em minha defesa.
- O que vai
fazer, IMBECIL? Me bater? Me xingar? Você não passa de um garoto mimado
querendo me dizer o que devo fazer ou não com ela. Entenda, a filha é minha e
eu faço com ela o que eu quero! – Disse meu pai encarando o Peter – Só
lembrando que ele ainda apertava forte meu braço.
- Você é o
pai dela, mas não pode fazer tudo o que quer. Ela é um ser humano. Isso o que
você faz já não é segurança de pai para com filha. – Meu pai me soltou, – Ufa!
– e foi encarar o Peter, tipo homem pra homem. Só que o Peter era um garoto de
16 anos.
- Nunca mais
chegue perto da Lali. Nunca! Ou vai ser pior pra você... – Aquele olhar de
louco que o Bartô tinha enquanto falava aquilo pro Peter – e quando tem quando
está bravo – me deixou com medo, fiquei até sem reação.
- O que fará
se eu chegar perto da Lali, psicopata? Me matar? É isso? Vai me matar por amar
a sua filha? Pois saiba, que eu e ela nos amamos, e muito. E iremos ficar
juntos. – Ao terminar de falar aquilo, o Peter veio até mim e me tacou um beijo
na boca. Óbvio! Deixando meu pai com mais raiva ainda.
- Você quem
sabe, Peter! – Quando eu digo que aquele homem é louco, é porque ele é louco
mesmo. Aquele satanás derrubou o Peter e lhe apontou uma arma que ela tirou do
peletó – ele usa umas roupas compostas, horríveis.
Claro! Aquela arma ele comprou quando disse a
minha mãe que ia sair, até porque nunca o vi mexendo com armas ou coisas do
tipo, nem quando mexia nas coisas dele, escondida. O Bartô continuava apontando
a arma pro Peter que não demonstrava medo.
- Bartô,
Não! – Gritei eu super apavorada, com medo que ele fizesse alguma e porque como
disse, nunca o vi com armas.
- Acho que a
sugestão “matar” vai cair melhor pra você, não acha? – Disse o Bartô ainda
apontando aquela arma pro Peter.
Hoje: Não aguento Mais!
Minha vida
se tornava um inferno dia após dia com aquele homem, o Bartô fazia questão de
me fazer sofrer. Já cheguei a pensar em me matar por estar passando por aquilo
tudo dia após dia. Só tenho uma coisa a dizer a isso que meu pai faz: “Não
Aguento mais!”.
- Socorro! –
Gritei eu chorando, com medo e o desespero a flor da pele.
Meu pai
disparou só que para o alto, a mãe do Peter, Emilia – Ele não tem pai, o perdeu
muito cedo – chegou correndo desesperada até onde estávamos.
- Solte o
meu filho, marginal! – Gritou a Emilia.
Pelo visto aquele bairro inteiro não gosta do
Bartô.
- Eu vou te
denunciar por tentar matar o meu filho e por prender a própria filha dentro de
casa. Você vai apodrecer na cadeia Bartolomé! – Minha sogrinha estava disposta
a fazer o que ninguém teve coragem de fazer, denunciar as loucuras do Bartô.
- Você não
teria coragem de fazer isso. E sabe muito bem por que! – Quê? O que será que o
Bartô queria dizer com aquilo? Todos ficaram em silêncio. Exceto o Peter.
- E porque
não teria coragem, mãe? – O Peter ficou mais em dúvida do que eu.
- Nada! Esse
homem não só faz, ele também diz loucuras... – Respondeu Emilia
- Vamos
embora, Lali! – Disse o Bartô.
Meu pai é frio e nada abala ele, nem um
ataque terrorista, muito menos uma discussão. É do tipo que age como se nada
tivesse acontecido.
- Vamos
embora, Lali! – Repetiu ele.
- Eu não
vou! – Disse aquilo para provocar. Ele me olhou com raiva e voltou a machucar
meu braço, dessa vez foi me levando pra casa à força.
Os murros que eu dava nele para ver se ele me
soltava pareciam não doer.
- Me solta!
Peter me ajuda meu amor! – Falava eu dando murros no braço do meu pai.
- Lali! –
Gritou o Peter de longe. Mas mesmo assim meu pai me levou para casa.
- Me Solta
estúpido! – Falava eu chorando.
- Você acha
que vai me desobedecer? Que vai levantar voou? Você só tem 15 anos de idade, e
até os 18 eu quem mando em você! – Disse meu pai me pondo medo a cada palavra.
- Bartô!
Solte a nossa filha! – Falou minha mãe assustada com aquilo.
- Ela estava
beijando o Peter. E ainda aquele moleque teve o cinismo de fazer de novo.
- E o que
tem nisso? Eles se amam, são jovens, e você não pode empatar isso que eles
fazem. A Lali e o Peter vão namorar e se depender de mim eles se casam! – Minha
mãe falava determinada.
Meu pai me joga no sofá e vai discutir com
minha mãe.
- Nunca!
Você entendeu? Nunca! E ai de você, Gimena, se ajudar essa vagabunda e aquele
pentelho a namorarem ou até mesmo a se encontrarem! E você, Lali, ai de você
também se voltar a se encontrar com ele, é da vez que nunca mais se verão na
vida! E só pra garantir... – Meu pai toma meu celular e sai de casa.
Agora sinto que minha vida virou um inferno,
como vou continuar vivendo? Sem comunicação, sair de casa apenas para a escola
e ainda por cima sendo ameaçada de nunca mais ver o amor da minha vida.
Confesso que além de rebelde sou muito chorona.
- Não chora
meu amor, isso vai acabar, ah vai! – Disse minha mãe me abraçando e chorando
comigo.
- Ele tem
uma arma! Aquela hora que ele saiu foi para comprar uma arma! Ele quase atirava
no Peter. E os malditos vizinhos nem ajudam, não denunciam, esse monstro vai
acabar fazendo uma loucura! – Disse eu pra minha mãe.
- Arma? Como
arma? Ele nunca mexeu com essas coisas... – Minha mãe ainda chorava.
- É, arma!
Mãe, precisamos dar um jeito nisso, eu não posso continuar assim, nem aqui. Eu
preciso fugir daqui! E vai ser hoje.
- Como Lali?
Você não pode sair, ele tomou seu celular... – Minha mãe não pensa.
- Mas não
tomou o seu! – Disse aquilo enxugando as lágrimas.
- Claro! Mas
pra quem tu vai ligar? Vai que ele tá escondido e ouve tudo? – Disse minha mãe
lesando como sempre.
- Ei,
lesada! Existe SMS e WhatsApp, sabia? – Se bem que o dela não tinha whats, mas
dava pra mandar SMS – Vai me dá aí!
Minha mãe me entregou o celular dela. Enviei
a mensagem e só precisávamos aguardar a madrugada para quando o Peter viria pra
cá enquanto todos dormiam e a gente fugia. Ah, que se dane os que inventarem
conversa de que sou puta e blá, blá, blá, o importante é o que eu penso, e fiz
aquilo pra me salvar.
- Amor, é
muito arriscado, e como eu vou viver aqui sem você? Porque é para sempre, né?!
Porque se não for, quando você pelo menos pensar em voltar seu pai te mata, e
sem pensar duas vezes. – Minha mãe falou tão bem que achei que tinham trocado
ela por uma inteligente e esperta.
- Sim mãe! É
para sempre. – Respondi enchendo os olhos de lágrimas.
- E para
onde você vai? – Minha mãe partia a fala de tão triste que tava.
- O Peter
disse que eu poderia me esconder por alguns dias na casa dele. – até porque
creio que ninguém vai descobrir, já vivo escondida aqui que até acho que
ninguém sabe que existo – E depois vamos para alguma cidade, sei lá, algum
sítio que ninguém nos ache. – Minha mãe desabou no choro junto comigo.
Abracei minha mãe o mais forte que pude e ela
a mim. Aquelas lágrimas aumentavam a cada carícia que fazíamos.
Amor de mãe e filha é forte, e principalmente
pra mim, que apesar dela ser aquela lesada, que às vezes só abre a boca pra
dizer bobagens, e pensa pouco, ela me ajudou e sempre ajuda com isso e com
qualquer coisa, é minha mãe que sempre foi e é presente, e fará muita falta
passar o dia longe e sem ela por MUITO tempo.
A Madrugada estava chegando, meu pai já
dormia feito uma pedra, o sono já estava me dominando, mas a vontade de me ver
livre vencia qualquer coisa que viesse pela frente. Minha estava na cama, acho
que fingindo, mas não duvido que ela tenha pegado no sono, coitada. Ouvi um
barulho de alguém no jardim, era o Peter que tinha chegado. Abri a janela do
quarto, ele subiu e entrou. Nos beijamos.
- Então?
Vamos? – Peter estava cansado, mas ativo.
- Sim, só
espera um pouco! – Disse aquilo e sai do quarto devagarzinho.
Estava arriscando meu único momento de fuga,
mas não podia ir sem dar um beijo na minha mãe. Ainda bem que a encontrei
saindo do quarto dela.
- Eu já to indo!
– Falei aquilo já triste. Corri e abracei minha mãe.
- Eu te amo
Lali! – Minha mãe falou aquilo e beijou meu rosto.
- Eu também,
lesada! – Sorri ao terminar de dizer aquilo.
- Sempre que
puder eu vou lá na Emi te ver, e quando não der te ligo no celular.
- Lesada,
ele tomou meu celular, lembra?! – Disse eu.
- E eu tomei
dele. É esse aqui? – Minha mãe disse aquilo tirando o celular do bolso daquela
coisa que ela veste pra dormir, nem sei como se chama. Ela é tão eficiente. Às
vezes.
- Eu te amo
minha lesada! – Falei eu já com ar de felicidade.
- Precisamos
ir, Lali! – Peter apareceu de dentro do meu quarto.
- Tá! Já
vou... – Beijei minha mãe no rosto e fui até o Peter.
- Cuida da
minha filhota! – Disse minha mãe ao meu amado.
- Pode
deixar sogrinha... – Disse o Peter.
Meu pai acende a luz do abajur, deu pra ver
porque minha mãe deixou a porta do quarto aberta, e o quarto dele é perto do
meu, quase em frente.
- Gimena! –
Gritou meu pai do quarto dele.
Todos nos olhamos de um jeito “É agora que
tudo vai por água abaixo. Fudeu!”.
CONTINUA...
- COMENTEM POR FAVOR, E APERTEM NOS BOTÕES DE REAÇÃO LOGO ABAIXO.
AS EMOÇÕES DO PRÓXIMO CAPÍTULO VOCÊS VÃO LER NESTA SEGUNDA (19) AQUI NO BLOG, ÁS 20H30. AGUARDEM...
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